Os tumores neuroendócrinos do pâncreas são neoplasias raras que se originam nas células das ilhotas pancreáticas, responsáveis pela produção de hormônios. Esses tumores podem ser funcionantes, quando secretam hormônios em excesso, ou não funcionantes, quando não produzem hormônios ativos.
Esses tumores do pâncreas também podem variar de acordo com grau de diferenciação (o quão diferente parece do tecido normal). O termo tumor neuroendócrino se refere a neoplasias bem diferenciadas, que possuem comportamento bem variado, mas que geralmente não são agressivas. Quando encontramos tumores pouco diferenciados, denominamos de carcinoma neuroendócrino. O carcinoma neuroendócrino possui comportamento mais agressivo, semelhante ao adenocarcinoma, e são, felizmente, os mais raros.
Os sintomas variam dependendo do tipo de hormônio produzido, mas podem incluir hipoglicemia, diarreia, úlceras gástricas e vermelhidão na face. Tumores não funcionantes frequentemente são assintomáticos até atingirem um tamanho significativo ou se espalharem para outras partes do corpo.
O diagnóstico geralmente envolve a avaliação clínica detalhada junto com exames de imagem, como a tomografia computadorizada ou a ressonância magnética, além de análises laboratoriais para medir níveis hormonais. A biópsia, realizada por ecoendoscipia, pode ser necessária para confirmar o diagnóstico e determinar a malignidade dos tumores.
O tratamento depende do tipo, tamanho e estágio do tumor. A cirurgia é a opção preferida para tumores ressecáveis, em especial aqueles maiores que 2 cm ou de subtipos mais agressivos. A ciurgia do pâncreas pode ser realizada de diversas formas: pancreatectomia convencional (por via aberta), ou minimamente invasiva, através da pancreatectomia videolaparoscópica ou pancreatectomia robótica. Para tumores inoperáveis ou metastáticos, terapias direcionadas, como inibidores de mTOR e terapias com radionuclídeos (PRRT), podem ser usadas. A quimioterapia é reservada para casos mais agressivos ou avançados.
O prognóstico depende de vários fatores, incluindo o tipo de tumor, sua agressividade, e se há metástase para outros órgãos. Os tumores localizados apenas no pâncreas geralmente possuem um prognóstico melhor, enquanto os tumores metastáticos podem ser mais desafiadores para o tratamento.
