O transplante hepático é o procedimento em que ocorre a substituição do fígado doente, que, devido à doença crônica ou algumas situações agudas, já não exerce as suas funções de forma adequada, por um fígado saudável (ou parte dele) proveniente de um doador vivo ou falecido.
O transplante é indicado na maioria das vezes para pacientes com doença crônica do fígado já em estágios avançados, conhecida como cirrose hepática, quando o dano é progressivo e irreversível no órgão. Outras indicações são alguns tipos de tumores, como o carcinoma hepatocelular, e em situações específicas em que há perda súbita da função hepática em pessoas previamente saudáveis, conhecida como hepatite fulminante ou insuficiência hepática aguda grave.
Independente do motivo que leva o paciente à avaliação para o transplante hepático, a inclusão em lista ocorre apenas se o caso estiver dentro dos critérios técnicos bem estabelecidos na legislação brasileira. Além disso, o transplante de fígado só pode ser realizado por equipes e hospitais credenciados pelo Ministério da Saúde e o Sistema nacional de Transplantes, como é o caso do Hospital São Vicente de Paulo.
