“O pólipo na vesícula é uma pequena lesão que nasce e se desenvolve na parede da vesícula biliar, na parte interna, e se projeta para dentro dela. Na maior parte das vezes, os pólipos são benignos, oriundos de processos inflamatórios crônicos que levam a uma projeção na mucosa do órgão, ou de colesterol, causados por depósito de cristais de colesterol na parede da vesícula biliar. Em uma minoria dos casos, os pólipos podem ser malignos.
Em geral, os pólipos na vesícula biliar são assintomáticos e descobertos em exames de rotina ou para outras finalidades. Nos raros casos em que existem sintomas, estes costumam ser dor na parte superior direita do abdome, náuseas e vômitos associados à alimentação. Nessas situações, os sintomas indicam algum grau de disfunção da vesícula que pode estar relacionado a outras causas, como, por exemplo, a microlitíase biliar.
Os pólipos menores que 0,5 cm podem ser acompanhados periodicamente de forma mais simples, apenas com ultrassom de abdome. Pólipos entre 0,5 cm e 1,0 cm são acompanhados com exames mais detalhados, como o ultrassom com Doppler, ecoendoscopia ou colangiorressonância, com o objetivo de diferenciar entre uma formação de colesterol ou um pólipo “verdadeiro”, formado por tecido celular. Esses exames ajudam também a identificar causas associadas, como, por exemplo, microlitíase ou lama biliar. Os pólipos maiores que 1,0 cm ou aqueles que apresentam crescimento entre os exames possuem indicação de tratamento cirúrgico devido ao risco de serem um pólipo maligno ou um benigno sob risco de transformação maligna. Os pacientes que possuem pólipos menores que 1,0 cm associados a sintomas (cólica biliar) ou a achados relacionados a outras doenças da vesícula (colelitíase, microlitíase ou lama biliar) também se beneficiam do tratamento cirúrgico.
A cirurgia para o pólipo na vesícula, quando indicada, é a colecistectomia por videolaparoscopia, realizada de forma minimamente invasiva, em que o paciente recebe alta em até 24 horas após o procedimento.
