O carcinoma hepatocelular, também conhecido como hepatocarcinoma (CHC ou HCC), é o tipo mais comum de tumor maligno do fígado. Este câncer primário do fígado está associado a agressões crônicas sobre o órgão como ocorre no consumo excessivo de álcool, na esteatose hepática e nas hepatites do tipo B e C. Outros fatores como tabagismo, dieta rica em gordura e obesidade também são associados ao carcinoma hepatocelular. A cirrose hepática, doença resultante da agressão crônica sobre o fígado, é um dos principais fatores de risco, aumentando em cerca de 20 vezes o risco para hepatocarcinoma.
Os sintomas ocorrem em fases mais avançadas da doença e se confundem com aqueles da cirrose nos pacientes que possuem esse diagnóstico. Dessa forma, fadiga, cansaço crônico, dor no lado direito do abdome, aumento do abdome (ascite) e icterícia (pele e olhos amarelados) são os principais sintomas.
A prevenção do carcinoma hepatocelular consiste na adoção de hábitos saudáveis e rastreio periódico naqueles que possuem algum fator de risco como a cirrose hepática ou a infecção crônica pelo vírus da hepatite B ou C.
O tratamento do hepatocarcinoma é multidisciplinar e dependerá do estágio da doença e da condição clínica do paciente. De acordo com as características de cada caso podem ser indicados tratamentos curativos como a ablação, a cirurgia para remoção de parte do órgão com o tumor, ou o transplante hepático. Nas situações em que o tratamento mais invasivo não é possível, são indicadas terapias de controle da doença através de procedimentos de embolização e quimioterapia para o tumor.
Em nosso grupo avaliamos e individualizamos a conduta de todos os pacientes oncológicos com base nos protocolos mais recentes e as expectativas de cada indivíduo e seus familiares. Semanalmente discutimos os casos de câncer em sessões clínicas que reúnem diversos especialistas e nos permitem avaliar cada etapa do tratamento em conjunto. Com isso acreditamos ser possível entregar a melhor assistência e atingir os melhores resultados.
