Os cistos hepáticos são uma espécie de bolsas ou bolhas preenchidas por líquido que se formam no interior do fígado. A origem pode ser congênita, ou seja, já nascer com o cisto no fígado, ou surgir ao longo da vida. Na maioria das vezes os cistos hepáticos são diagnosticados de forma incidental em exames de imagem (em geral ultrassonografia ou tomografia) realizados para outra finalidade. Os sintomas são raros e costumam ocorrer apenas na fase adulta em virtude do crescimento dos cistos no fígado, o que pode levar a queixas como dor abdominal, plenitude após as refeições ou a percepção de abaulamento no abdome.
Existem diferentes tipos de cistos hepáticos, e os mais comuns são o cisto simples, o cisto hidático e a doença hepática policística. Um outro tipo raro, mas que merece atenção, é o cistoadenoma hepático. Embora incomum, o cistoadenoma possui risco de transformação em um tumor maligno do fígado chamado cistoadenocarcinoma.
O tratamento e o acompanhamento para os cistos no fígado devem ser avaliados de forma individualizada de acordo com o tipo e os sintomas de cada caso. A maioria dos cistos hepáticos necessitam apenas do acompanhamento periódico por um especialista, entretanto pode ser necessário uma abordagem que varia desde procedimentos percutâneos até a ressecção cirúrgica por técnicas minimamente invasivas como a cirurgia robótica ou por cirurgia videolaparoscópica. Em alguns casos, na doença hepática policística, pode ser indicado o transplante hepático para o tratamento.
